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Pirataria

Ter, 07 de Dezembro de 2010 11:59

Escrito por Admin

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DIGA NÃO!

O mercado brasileiro de jogos eletrônicos (incluindo desenvolvimento, publicação, distribuição etc) movimenta atualmente cerca de 70 milhões de dólares, isto significa menos de 10% do seu verdadeiro potencial.
Carga tributária inadequada e pirataria desenfreada são dois importantes fatores que fizeram o mercado brasileiro perder a primeira posição na América Latina (que ocupava há 10 anos atrás) para o México, que hoje movimenta cerca 420 milhões de dólares anualmente.

Apenas para ilustrar estes dois fatores, vale lembrar que a carga tributária que incide sobre consoles de videogame eleva em mais de 114% o preço do produto. Segundo estudo da IDG Consulting realizado em 2004, a pirataria em jogos no Brasil é de cerca de 94%, gerando prejuízos de 210 milhões de dólares. Fatores como esses explicam o fato de que os principais consoles de última geração ainda não tenham desembarcado oficialmente no país.

Hoje, o Brasil não está no mapa do mercado mundial de jogos eletrônicos pelo baixo faturamento gerado no país. Os únicos fatos relevantes conhecidos lá fora são o tamanho do potencial do mercado brasileiro como um todo (devido ao tamanho da população brasileira) e a altíssima taxa de pirataria.

O mercado brasileiro tem andado na contramão, se for considerado o crescimento do setor de jogos eletrônicos no resto do mundo (que cresce em média 20% ao ano, taxa espantosa mesmo considerando seus pares na indústria de entretenimento). Com o segmento de jogos eletrônicos largado à própria sorte a tendência é de, inercialmente, promover apenas o crescimento do mercado clandestino, informal, que não traz retorno à sociedade e prejudica a indústria local. É consenso entre profissionais do setor que, desatados alguns nós que têm gerado tremendas distorções, tanto o mercado quanto a indústria tendem a crescer em ritmo acelerado e estabelecer patamares mais compatíveis com os seus potenciais e com o cenário internacional.
Competição internacional

Cada ano que passa, o abismo entre o mercado internacional e o brasileiro aumenta. Isso significa que o cenário pode piorar de uma forma que seja impossível reverter no médio prazo.         
Isso condenaria o Brasil a uma situação em que somente medidas fortes adotadas pelo governo poderiam produzir algum impacto, tornando impotente toda a iniciativa privada. Esse não é ainda o cenário atual e medidas adequadas têm condições de melhorar o cenário mesmo em curto prazo.

Parte da culpa pela pirataria e pelos altos preços dos jogos vem da tributação. O mercado de jogos para PC no Brasil é de pouco mais de 17 milhões de dólares. Considerando que o mercado mundial ultrapassa os 7 bilhões de dólares, percebemos que o Brasil com suas dimensões continentais corresponde a cerca de 0,25% do mercado mundial.

A pirataria, no Brasil, chegou a limites inaceitáveis. As pessoas já estão tão acostumadas que até ridicularizam campanhas antipirataria, entendendo que não faz sentido pagar mais caro pelo mesmo produto, só porque ele tem suporte e uma aparência física melhor.

Podemos citar como principais causas do enorme índice de pirataria:

- Aceitação social da compra do produto pirata
- Enorme diferença entre preços do produto pirata e do official
- Ampla disponibilidade do produto pirata
- Falta de combate por parte das autoridades e dos fabricantes de videogames

Um mercado dizimado pela pirataria não é vantajoso para nenhuma parte. Com o mercado do jeito que está, os desenvolvedores não tem como obter retorno com seus jogos, os publicadores estão desistindo do país, a população é ludibriada, a marginalidade cresce e o governo também não arrecada nada.

O segmento dos jogos eletrônicos é um dos mais prejudicados. Os altos preços dos produtos acabaram estimulando ainda mais o mercado informal. As pessoas desviaram suas rotas e não passam mais nas lojas especializadas para ver os jogos: elas vão direto ao camelô. Isso prejudica até jogos mais baratos ou menos pirateados, pois eles perdem a visibilidade na prateleira.
O problema principal está nos videogames: a maior disponibilidade do produto pirata em relação ao oficial, a enorme diferença de preço e a falta de um combate efetivo fazem como que muitos consumidores nem conheçam a existência dos produtos oficiais.
As pessoas que compram os jogos originais são ridicularizadas pelos seus amigos, por não serem espertos. Essa imagem precisa mudar.

Neste sentido, deveríamos não só procurar alternativas à pirataria, mas principalmente minimizar os estragos causados pela mesma.

Segundo estudo da IDG Consulting realizado em 2004, a pirataria em jogos é de cerca de 94% gerando prejuízos de 210 milhões de dólares. Esta situação deixa o Brasil no grupo dos piores do mundo, junto com alguns paises da Ásia e do Leste Europeu.

O estudo ainda apresenta um cenário assustador. A maior parte dos produtos piratas são vendidos em áreas muito conhecidas da cidade de São Paulo como a Galeria Pajé, a Rua 25 de Março, a Rua Santa Ifigênia e nas proximidades da Avenida Paulista (stand center e promo center) e da cidade do Rio de Janeiro como a Rua Uruguaiana e o Largo da Carioca.

Em outras palavras, a pirataria pode ser facilmente combatida pelo governo uma vez que a maior parte se encontra em áreas conhecidas.

Um outro problema crítico citado no estudo é que o sistema judiciário brasileiro não tem ajudado muito. Entre 1999 e 2001, foram iniciados 6.248 processos contra a pirataria, tendo apenas 17 resultado em sentenças de prisão.
As informações aqui contidas são do Plano Diretor da Promoção da Indústria de Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos no Brasil feito pela Abragames.

A Abragames é uma entidade sem fins lucrativos que tem como principal objetivo fortalecer a indústria nacional de desenvolvimento de jogos.
Se você quizer saber mais sobre a Abragames, visite seu website (www.abragames.com.br).
Com isso acreditamos ter material suficiente para mostrar a você o cenário atual vivido no Brasil. Se você realmente ama video games, colabore para o seu crescimento e desenvolvimento não alimentando ainda mais a prirataria.         
Afinal de contas, não são os piratas que produzem os jogos que amamos tanto jogar… então por que é o Mercado pirata que vamos alimentar ??


Fonte:

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