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Tópico: Op. Red wings

  1. #1
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Venom
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    Post Op. Red wings

    1. O FILME – O GRANDE HERÓI – LONE SURVIVOR

    Este primeiro post sobre a operação Red Wings é mais do que tudo uma indicação ao filme “O Grande Herói” (2013), disponível no Netflix. Provavelmente, muitos aqui já conhecem o filme e a história real em que é baseado.
    Minha primeira missão aqui no ArmaPoint foi a missão do Crono inspirada no livro/filme. Na época eu não sabia nada a respeito dos acontecimentos reais. No final de semana seguinte, resolvi assistir ao filme. No feriado de outubro, resolvi ler o livro em que o filme foi baseado, em buscas de maiores detalhes. Acabei descobrindo que a história publicada da Op. Red Wings é muito interessante. Num próximo post comentarei sobre o livro!



    RESUMO DA HISTÓRIA
    O filme dramatiza a operação Red Wings (2005), na qual uma equipe de reconhecimento composta por quatro SEALs foi enviada para localizar/monitorar Ahmad Shah, um líder insurgente na região de Hindu Kush, Afeganistão.
    Os SEALs foram inseridos tarde da noite, descendo por cordas de um helicóptero MH-47 Chinook. Fizeram então uma progressão noturna no difícil terreno montanhoso até alcançarem um ponto de observação, ao amanhecer.
    O time de reconhecimento começa a enfrentar problemas com o rádio e, piorando muito a sua situação, são descobertos por civis pastores. Sem comunicação, e sem saber como lidar com a situação, a equipe libera os civis e tenta se reposicionar. Entretanto, menos de uma hora depois, são encontrados pelo grupo de Ahmad Shah. Um grande confronto ocorre, onde os SEALS são cercados e obrigados a descer a encosta da montanha, sendo mortos um a um, restando apenas Marcus Luttrell, que tenta escapar a todo custo. Embora vivo, Marcus sofre diversos ferimentos, o principal deles em sua perna esquerda, causado por uma explosão de RPG.
    Durante a batalha, o time de reconhecimento consegue enviar uma mensagem ao comando. Com isto, uma equipe QRF é despachada para a área a bordo de dois Chinooks, que prosseguem sem escolta. Durante a tentativa de desembarque, um helicóptero é destruído por disparo de RPG, matando todos a bordo: oito SEALs da marinha e oito tripulantes operações especiais do Exército, forçando o outro helicóptero a retornar.
    Luttrell muito ferido consegue se mover até as proximidades da vila de Salar Ban, e recebe ajuda de Mohammad Gulab, que o abriga e o esconde de seus perseguidores. Sempre sob a ameaça dos insurgentes, Luttrell consegue algum tratamento médico, e uma mensagem de socorro é enviada, após a qual o SEAL é finalmente resgatado.

    A operação Red Wings foi um fracasso, com um saldo de 19 mortos. Na época, 28 de junho de 2005 foi o dia com a maior perda de vidas americanas desde o início da guerra, e é o maior desastre das forças de operações especiais desde a fundação do USSOCOM em 1987.



    CONTINUA...


  2. #2
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Venom
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    2. O LIVRO – LONE SURVIVOR

    O livro “Lone Survivor”(2007) foi escrito por Patrick Robinson em conjunto com Marcus Luttrell (o SEAL sobrevivente). Apesar da história interessante, achei o livro meio decepcionante, e ele não agrega tanto quanto poderia.

    Os autores dedicam uma parte muito substancial do livro para descrever o treinamento dos SEALs (BUD/S). Numa parte inicial do treinamento, Marcus caiu de uma altura de mais de dez metros ao subir em uma corda, e trincou o fêmur. Ele conseguiu permissão para retornar em outra turma, meses depois. Os treinamentos levam os homens ao limite físico e psicológico, e o nível de desistência é altíssimo. Todos os exercícios são dificultados pois os instrutores sempre obrigam os pretendentes a SEALs a ficarem “wet and sandy", ou seja, entrarem no mar frio para encharcar, e em seguida rolar na areia, que atua como irritante e abrasivo.

    A seguir, destaco algumas partes em que o livro difere do filme:

    - Após capturarem os civis, não é o líder Mike Murphy quem decide libera-los. Segundo Luttrell, Murphy colocou em “votação” o destino dos civis.

    - O Chinook destruído pelo RPG estava longe e fora do campo de visão de Luttrell, que não soube da tragédia até ser resgatado.

    - Não é Luttrell quem retira os estilhaços de sua perna, e sim o médico da aldeia, Sarawa.

    - Não há luta entre talibãs e homens da aldeia. Entretanto, a situação era tensa, e Luttrell (que estava muito debilitado) e Gulab foram obrigados a mudar de posição várias vezes, chegando inclusive a se esconder de modo apressado quando o grupo de Ahmad Shah entrou na vila, intimidando moradores.

    - O resgate não foi feito com helicópteros de ataque ou lançamento de bombas (embora a atividade aérea no local tenha sido muito elevada após o Chinook ser abatido). Gulab e seus amigos levaram Luttrell até um grupo de Army Rangers que estavam realizando varredura em área florestal próxima a Salar Ban. Isto ocorreu em 3 de julho de 2005, cinco dias após o confronto com os insurgentes. Segundo Luttrell, sua localização foi determinada não apenas pela informação enviada por ele em bilhete através de um homem da vila (Shina), mas também pelo sinal de emergência (emergency beacon) transmitido de seu radio PRC-148, que foi detectado por elementos aéreos.




    CONTROVÉRSIA DOS CIVIS
    Segundo o livro, o Tenente Michael Murphy colocou o destino dos pastores (dois homens e uma criança) em votação. Luttrell afirma então que seu voto foi decisivo para a libertação dos civis, em oposição a execução dos mesmos, “uma decisão estúpida que me assombra até hoje”. Esta parte gerou um enorme desconforto na alta patente das forças norte-americanas, e acendeu debate em diversos fóruns.

    Ed Darack, um escritor que esteve no Afeganistão na área da operação Red Wings, e que teve contato direto com oficiais, escreveu a respeito: “Isto certamente não deve ter acontecido(...) Entrevistei os Marines que tinham conhecimento imediato dos relatórios oficiais de Luttrell e da operação. Todos os que entrevistei afirmaram que nada nos relatórios mencionava alguma coisa a respeito de votação. Vários oficiais dos Marines com quem eu falei ficaram enfurecidos com a permissão dada para um livro retratar A) um membro das forças armadas dos EUA sequer considerar a execução de civis desarmados, B) um oficial colocar em voto alguma coisa, muito menos algo tão grave quando a execução de civis, ou C) um oficial desviando tanto das regras de engajamento (ROE).”

    Daniel Murphy, pai do Lt. Murphy também se manifestou, dizendo que o livro era um desserviço à memória dos falecidos: “Isto contradiz diretamente o que ele (Luttrell) disse a Maureen, a mim e John em minha cozinha. Ele disse que Michael foi sempre inflexível sobre a liberação dos civis, que ele não iria matar pessoas inocentes... Michael não colocaria isto em discussão. Pessoas que conheceram Michael sabem que ele era decidido e que ele tomava as decisões.”

    Continua...
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  3. #3
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    O filme é uma péssima adaptação. Virou um estilo de filme seção da tarde. Pode ser classificado como um bom filme de ação com momentos clichês, onde pulam gritando , com uma grande explosão ao ao fundo ou como um péssimo filme de guerra.
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  4. #4
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Venom
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    3. A GÊNESE DA OPERAÇÃO – LIVRO VICTORY POINT

    A mais completa descrição da operação Red Wings vem do livro de Ed Darack, “Victory Point: Operations Red Wings and Whalers” (2009). Ed Darack é um escritor e fotografo que ficou junto ao 2nd Battalion, 3rd Marine Regiment no Afeganistão. O livro é excelente e repleto de informações não apenas sobre as operações militares conduzidas pelos Marines à época, mas também sobre a história do Afeganistão.

    A Op. Red Wings veio na esteira de operações bem-sucedidas realizadas na região de Hindu Kush, como a Op. Spurs e Op. Mavericks. Tratavam-se de operações de COIN (contra-insurgência), na qual uma célula terrorista era neutralizada pela ação direta de forças de operações especiais (SOF). De modo resumido, uma equipe furtiva de reconhecimento era enviada à área de operação, e quando o alvo era identificado, dava-se o sinal verde. Realizava-se então uma rápida inserção das SOF responsáveis pela ação direta (captura ou morte dos insurgentes) via helicópteros, juntamente com Marines que por sua vez atuavam no isolamento da área, impedindo a chegada de reforços ou fuga de insurgentes. Em no máximo algumas horas, a equipe de ação direta era extraída. Os Marines continuavam na área por mais algumas semanas, provendo segurança e serviços médicos e logísticos à população local.

    Uma marca destas operações bem-sucedidas foi a união de planejamento e comando entre forças convencionais e de operações especiais. Mais especificamente, a união entre o comando do 3rd Battalion, 3rd Marine Regiment (3/3, responsável pela TAOR Trinity) e os comandantes da CJSOTF-A, composta basicamente por Navy SEALs e Army SF, de onde partia o maior número de operações especiais na área.




    A Red Wings foi a primeira grande operação planejada pelo 2nd Battalion, 3rd Marine Regiment (2/3), que substituiu o 3/3. Entretanto, os novos comandantes não conseguiram manter a mesma unidade de comando que tinha marcado as operações anteriores. Isto porque toda a cadeia de comando também tinha sido substituída, e os novos nomes na CJSOTF-A, com aval da CJTF76, buscaram aderência estrita à doutrina USSOCOM que diz que forças de operações especiais agem com independência de forças convencionais.

    Os Marines, que eram quem de fato tinham o controle do planejamento destas operações, resolveram então realizar um planejamento excluindo as SOF, para manter a unidade de comando. Chegou-se à conclusão de que a inserção da equipe de ação direta formada por Marines deveria ser feita à noite, para maior segurança e eficácia. Na região, apenas a TF-Sabre tinha os helicópteros CH-47 disponíveis para uma inserção furtiva noturna. O problema encontrado foi que, nas datas prováveis da operação, o nível de iluminação lunar provavelmente cairia abaixo de 25%, e os pilotos da Sabre são proibidos de realizar inserções furtivas (visão noturna) nestas condições.

    A única alternativa seria o uso da TF-Brown, com unidades do 160th SOAR “Night Stalkers” que podem realizar inserções aéreas furtivas em condições de baixíssima iluminação lunar. Novamente, o empecilho seria que esta unidade de operações especiais não poderia ser utilizada como suporte de forças convencionais. O Major Tom Wood, Oficial de Operações do 2/3, realizou reuniões com comandantes da CJTF76 e CJSOTF-A, sendo informado que a única possibilidade de uso da TF-Brown seria com a transferência total de Comando e Controle (C2) das primeiras fases da Red Wings para as SOF. Ou seja, do início da operação com a inserção da equipe de reconhecimento, até a extração da equipe SEAL de ação direta, C2 estaria com as SOF. Somente então, C2 seria transferido para as forças convencionais locais. Outro detalhe, os centros de operação estariam fisicamente separados: TF-Blue em Bagram, e 2/3 em Jalalabad.

    E assim foi feito. Após o replanejamento com os outros elementos, o Maj. Wood apresentou a Red Wings diretamente ao Maj.Gen. Kamiya, que aprovou a operação.



    Continua...
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  5. #5
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Venom
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    4. A RED WINGS SOB A PERSPECTIVA DOS MARINES – LIVRO VICTORY POINT

    Como mencionado, os Marines chegaram a planejar a operação Red Wings sem a presença dos Navy SEALs. É interessante notar algumas diferenças no planejamento da missão. Sem julgar estas diferenças como melhores ou piores, as diferentes abordagens possíveis são explicitadas. Segundo Ed Darack, entre elas:

    1. Equipe de reconhecimento: o recon team responsável pela primeira fase da operação seria composto por seis Marines, uma “equipe sniper reforçada”.

    2. Modo de inserção: a equipe SEAL fez uma inserção via helicópteros a menos de 2 km dos pontos de observação pre-designados. Mesmo na escuridão total, o barulho dos helicópteros pode alertar inimigos na área. Para evitar isto, a equipe de reconhecimento dos Marines sairia de uma base avançada muito mais distante, prosseguindo a pé.
    Obviamente, os responsáveis pelo planejamento da inserção feita pelos Night stalkers (160th SOAR), estavam cientes disto e, para mitigar este fato, utilizaram a seguinte estratégia: dias antes da missão, os helicópteros fizeram sobrevoos diários da região, no mesmo horário previsto para a inserção, de modo a “acostumar” os locais à presença de helicópteros. Além disso, no dia do lançamento da operação, dois helicópteros foram usados: um fez a inserção, e outro uma “falsa inserção” alguns quilômetros a noroeste.

    3. Rádios: os Marines do 2/3, responsáveis pela província de Kunar, já tinham experimentado problemas de comunicação na região montanhosa. Com isto, pretendiam utilizar o rádio PRC-117, com alta potência (20 W).
    Os SEALs por outro lado, viam no tamanho e peso extra deste rádio um problema maior, optando por radio PRC-148 com Sat Fill, muito mais leve, mas menos potente (5 W). Como backup, também usariam um telefone via satélite Iridium.




    OS MARINES NA RED WINGS

    No lançamento da operação, o comando dos SEALs realizou uma reunião com o comando do 2/3, em Jalalabad, para acertar os detalhes finais. O Lt.Cdr. Erik Kristensen (Navy SEAL) seria o comandante da parte terrestre, e seu centro de operações seria o Aeroporto de Bagram. O comando do 2/3 ficaria no Aeroporto de Jalalabad.

    Da sala de comunicações em Jalalabad, os Marines acompanharam a progressão da equipe de reconhecimento, observando a contínua degradação das transmissões. Na fim da manhã do dia 28, os SEALs alcançaram o ponto de observação pré-designado (OP1). A próxima transmissão, quase inaudível, continha as palavras “soft compromise... goat herder”. Ou seja, a equipe tinha sido descoberta por não-combatentes, ou aparentemente não-combatentes. Os SEALs, por sua vez, não conseguiam receber nenhuma comunicação.

    Dada a situação, os Marines determinaram que sua QRF (força de reação rápida) estivesse de prontidão para partida imediata. A força consistia de 24 Marines e 3 membros do SEAL Team 10, partindo de Jalalabad a bordo de 3 UH-60 Blackhawks, escoltados por 2 AH-64 Apaches, aeronaves da TF-Sabre. Porém, não poderiam decolar sem ordem do comando em Bagram.

    Minutos depois, chegaram os pouco audíveis gritos de “contato!”. A comunicação era praticamente inexistente, e o número de SEALs na sala de comunicações em Jalalabad aumentava a cada minuto.
    Então o telefone via satélite Iridium tocou, com uma mensagem um pouco mais clara: “estamos em contato pesado! Iniciando evasão e escape! Descendo o vale abaixo do ponto de observação!”. Outras transmissões aflitas se seguiram, com explosões e estalos de tiros ao fundo. O operador SEAL no centro de operações a todo momento pedia as coordenadas em grid, mas ficou claro que os SEALs em campo não estavam recebendo sinal, apenas transmitindo.
    Sem a posição precisa dos SEALs, a artilharia não poderia disparar. Todos os Marines em Jalalabad estavam aflitos, esperando ordens de Bagram para o lançamento da QRF. Em Bagram, era o próprio Erik Kristensen quem estava aflito, tentando liberação com a sua alta patente para o lançamento da QRF.

    Por razões ainda incertas, a QRF foi lançada apenas as 15h, muitas horas depois. Além dos cinco helicópteros de Jalalabad, dois MH-47 dos Night Stalkers saíram do aeroporto de Bagram, levando SEALs. Toda a demora pode ter custado caro. Na tentativa de não perder mais nenhum segundo, os MH-47 (elementos líderes) avançaram sem escolta, e também desrespeitaram o acordo de apenas realizar a inserção caso conseguissem estabelecer comunicações ou identificação visual com a equipe de reconhecimento na região. Na tentativa de inserção rápida, um MH-47 foi destruído por RPG, matando oito membros do 160th SOAR e oito SEALs, entre eles o Lt.Cdr. Erik Kristensen.

    A liderança aérea e terrestre da operação Red Wings tinha sido perdida. Com um inimigo escondido, sem posição clara, e possivelmente portando armamento anti-aéreo, os Blackhawks e sua escolta de Apaches foram chamados de volta. Ao retornar a Jalalabad, os Marines frustrados encontraram seu comando ainda mais frustrado.

    Os Marines estavam fora da operação, agora Red Wings II. O comando tinha subido de nível, e estava fora até mesmo da alçada da CJSOTF-A. A liderança seria passada aos Army Rangers em Jalalabad (Task Force Red), que estavam sob comando direto do Special Operations Command Center (SOCCENT), com quartel-general em Tampa, Flórida.

    Continua...
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  6. #6
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Venom
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    5. CONTROVÉRSIAS FINAIS

    A CORDA
    Durante a inserção furtiva, o Crew Chief do helicóptero MH-47, acostumado às inserções rápidas de ação direta, lançou a corda ao solo, ao invés de recolhe-la de volta ao helicóptero. Este procedimento padrão, entretanto, não poderia ser feito no caso de uma inserção furtiva, onde é vital deixar o menor rastro possível. Como os SEALs assumiram que a corda seria içada, nada foi discutido a respeito.

    Quando os Chinooks retornaram à base, o fato foi descoberto, e isto despertou grande preocupação no comando. Este pode ter sido mais um detalhe decisivo para o alerta das forças insurgentes na região. Trata-se de uma corda de 3 polegadas, e que mesmo bem enrolada, ficaria do tamanho de uma caixa bem grande, ou aproximadamente três malas de viagem empilhadas.


    TAMANHO DO BANDO DE AHMAD SHAH
    No livro “Lone Survivor”, Luttrell diz que a força de Ahmad Shah era composta por mais de uma centena de milicianos. Este número é incorreto, muito exagerado, e uma força deste tamanho não conseguiria se manter na região. Na citação de medalha de honra ao Tenente Murphy, a marinha citou 30-40 homens.

    No livro “Victory Point”, Ed Darack afirma que no Briefing da operação, a estimativa do número de homens no bando de Ahmad Shah, era de até 20 homens. E o próprio Luttrell, em seu relatório após a missão (after action report) estimou o número de combatentes em 20 homens. Segundo Darack, com base em filmagens realizadas pelo bando de Shah durante o combate, testemunhas locais, estudos aéreos da área de combate e interceptação de sinais, um relatório de inteligência foi produzido, colocando o número de insurgentes em 8 a 10 homens.

    Um trecho do vídeo gravado durante o combate pelo cinegrafista de Shah pode ser visto abaixo. Os insurgentes atiram com AK-47, PK, e os SEALs revidam.


    Há outros vídeos pela internet, mas alguns misturam filmagens da Red Wings com outras que não tem nada a ver. O vídeo acima bate com a descrição de Ed Darack (na época do livro esta parte não era pública).



    Enquanto a busca pelos SEALs era feita, Shah e seu grupo recuaram para o Paquistão. De lá, distribuíram parte das filmagens como propaganda. Com o desastre da Red Wings e as suas filmagens, Shah ganhou fama internacional. Nas semanas seguintes, seu grupo retornou ao Afeganistão, mas agora melhor financiado e reforçado por dezenas de outros combatentes, vindos de outras províncias do Afeganistão, e também de outros países.

    O desmantelamento do grupo de Shah ocorreu dois meses depois, resultado da OP. WHALERS, planejada pelo 2nd Battalion, 3rd Marine Regiment.

    Depois da queda de Shah, outros terroristas tomaram seu lugar. Até hoje, os combates continuam nos arredores de Sawtalo Sar, como no vale Korengal, o “Vale da Morte”.


    Vale Korengal, província de Kunar, Afeganistão, 27 de outubro de 2017


    FIM
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  7. #7
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Leuroy
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    Essa foi a melhor serie de posts que já tive o prazer de ler e acompanhar. Muito show sua iniciativa Venom.
    Só tem um problema.... ficarei esperando a próxima serie começar em seguida !!!
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  8. #8
    MODERADOR Avatar de x[H]unteRx
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    Parabéns Venom, excelente post, um verdadeiro documentário. Que venham outros.
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  9. #9
    ESQUADRÃO ARMAPOINT Avatar de Venom
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    Obrigado, Leuroy e x[H]unteRx ! Fico muito feliz que tenham gostado.

    Quando eu estiver lendo algo interessante tentarei escrever novamente.

    Só acho que agora vai demorar um pouquinho porque o fim de ano vai ficar puxado e as leituras vão ficar um pouco pra trás...
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