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PIRATARIA
DIGA
NÃO!
O mercado brasileiro de jogos eletrônicos (incluindo
desenvolvimento, publicação,
distribuição etc) movimenta atualmente cerca de
70 milhões de dólares, isto significa menos de
10% do seu verdadeiro potencial.
Carga tributária inadequada e pirataria desenfreada
são dois importantes fatores que fizeram o mercado
brasileiro perder a primeira posição na
América Latina (que ocupava há 10 anos
atrás) para o México, que hoje movimenta cerca
420 milhões de dólares anualmente.
Apenas para ilustrar estes dois fatores, vale lembrar que a carga
tributária que incide sobre consoles de videogame eleva em
mais de 114% o preço do produto. Segundo estudo da IDG
Consulting realizado em 2004, a pirataria em jogos no Brasil
é de cerca de 94%, gerando prejuízos de 210
milhões de dólares. Fatores como esses explicam o
fato de que os principais consoles de última
geração ainda não tenham desembarcado
oficialmente no país.
Hoje, o Brasil não está no mapa do mercado
mundial de jogos eletrônicos pelo baixo faturamento gerado no
país. Os únicos fatos relevantes conhecidos
lá fora são o tamanho do potencial do mercado
brasileiro como um todo (devido ao tamanho da
população brasileira) e a altíssima
taxa de pirataria.
O mercado brasileiro tem andado na contramão, se for
considerado o crescimento do setor de jogos eletrônicos no
resto do mundo (que cresce em média 20% ao ano, taxa
espantosa mesmo considerando seus pares na indústria de
entretenimento). Com o segmento de jogos eletrônicos largado
à própria sorte a tendência
é de, inercialmente, promover apenas o crescimento do
mercado clandestino, informal, que não traz retorno
à sociedade e prejudica a indústria local.
É consenso entre profissionais do setor que, desatados
alguns nós que têm gerado tremendas
distorções, tanto o mercado quanto a
indústria tendem a crescer em ritmo acelerado e estabelecer
patamares mais compatíveis com os seus potenciais e com o
cenário internacional.
Competição internacional
Cada ano que passa, o abismo entre o mercado internacional e o
brasileiro aumenta. Isso significa que o cenário pode piorar
de uma forma que seja impossível reverter no
médio prazo.
Isso condenaria o Brasil a uma situação em que
somente medidas fortes adotadas pelo governo poderiam produzir algum
impacto, tornando impotente toda a iniciativa privada. Esse
não é ainda o cenário atual e medidas
adequadas têm condições de melhorar o
cenário mesmo em curto prazo.
Parte da culpa pela pirataria e pelos altos preços dos jogos
vem da tributação. O mercado de jogos para PC no
Brasil é de pouco mais de 17 milhões de
dólares. Considerando que o mercado mundial ultrapassa os 7
bilhões de dólares, percebemos que o Brasil com
suas dimensões continentais corresponde a cerca de 0,25% do
mercado mundial.
A pirataria, no Brasil, chegou a limites inaceitáveis. As
pessoas já estão tão acostumadas que
até ridicularizam campanhas antipirataria, entendendo que
não faz sentido pagar mais caro pelo mesmo produto,
só porque ele tem suporte e uma aparência
física melhor.
Podemos citar como principais causas do enorme índice de
pirataria:
- Aceitação social da compra do produto pirata
- Enorme diferença entre preços do produto pirata
e do official
- Ampla disponibilidade do produto pirata
- Falta de combate por parte das autoridades e dos fabricantes de
videogames
Um mercado dizimado pela pirataria não é
vantajoso para nenhuma parte. Com o mercado do jeito que
está, os desenvolvedores não tem como obter
retorno com seus jogos, os publicadores estão desistindo do
país, a população é
ludibriada, a marginalidade cresce e o governo também
não arrecada nada.
O segmento dos jogos eletrônicos é um dos mais
prejudicados. Os altos preços dos produtos acabaram
estimulando ainda mais o mercado informal. As pessoas desviaram suas
rotas e não passam mais nas lojas especializadas para ver os
jogos: elas vão direto ao camelô. Isso prejudica
até jogos mais baratos ou menos pirateados, pois eles perdem
a visibilidade na prateleira.
O
problema principal está nos videogames: a maior
disponibilidade do produto pirata em relação ao
oficial, a enorme diferença de preço e a falta de
um combate efetivo fazem como que muitos consumidores nem
conheçam a existência dos produtos oficiais.
As pessoas que compram os jogos originais são
ridicularizadas pelos seus amigos, por não serem espertos.
Essa imagem precisa mudar.
Neste sentido, deveríamos não só
procurar alternativas à pirataria, mas principalmente
minimizar os estragos causados pela mesma.
Segundo estudo da IDG Consulting realizado em 2004, a pirataria em
jogos é de cerca de 94% gerando prejuízos de 210
milhões de dólares. Esta
situação deixa o Brasil no grupo dos piores do
mundo, junto com alguns paises da Ásia e do Leste Europeu.
O estudo ainda apresenta um cenário assustador. A maior
parte dos produtos piratas são vendidos em áreas
muito conhecidas da cidade de São Paulo como a Galeria
Pajé, a Rua 25 de Março, a Rua Santa
Ifigênia e nas proximidades da Avenida Paulista (stand center
e promo center) e da cidade do Rio de Janeiro como a Rua Uruguaiana e o
Largo da Carioca.
Em outras palavras, a pirataria pode ser facilmente combatida pelo
governo uma vez que a maior parte se encontra em áreas
conhecidas.
Um outro problema crítico citado no estudo é que
o sistema judiciário brasileiro não tem ajudado
muito. Entre 1999 e 2001, foram iniciados 6.248 processos contra a
pirataria, tendo apenas 17 resultado em sentenças de
prisão.
As informações aqui contidas são do
Plano Diretor da Promoção da Indústria
de Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos no Brasil feito pela
Abragames.
A Abragames
é uma entidade sem fins lucrativos que tem como principal
objetivo fortalecer a indústria nacional de desenvolvimento
de jogos.
Se você quizer saber mais sobre a Abragames, visite seu
website (www.abragames.com.br).
Com isso acreditamos ter material suficiente para mostrar a
você o cenário atual vivido no Brasil. Se
você realmente ama video games, colabore para o seu
crescimento e desenvolvimento não alimentando ainda mais a
prirataria.
Afinal de contas, não são os piratas que produzem
os jogos que amamos tanto jogar… então por que
é o Mercado pirata que vamos alimentar ??
Fonte:
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